X Factor Brasil estreia com elenco fraco, produção ruim e decepciona

Por: Matheus Ferreira

O X Factor Brasil já chegou cheio de problemas desde as catastróficas audições, mas por algum motivo eu ainda estava com grandes expectativas em relação ao programa quando ele fosse ao ar. No entanto, depois de assistir a estreia hoje eu estou tão desapontado que não sei nem por onde começar.

A grande maioria dos candidatos eram essencialmente ruins. Faltou talento e, principalmente, o tal Fator X que dá nome ao programa. Em determinado momento, após tantas apresentações ruins a gente acaba desapegando da proposta e até mesmo um jovem sertanejo cantando Cristiano Araújo soa como um copo d’água no deserto a ponto de, mesmo sem diferencial algum, acabar aprovado pelos jurados.

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E como se não bastasse, a parte técnica do som estava seriamente desregulada. Os playbacks eram perceptivelmente ruins e com um volume mais baixo que o normal. De forma que qualquer cantor que tentasse fazer alguma coisa ali não conseguiria se dar bem.

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Eu não sei se foi somente na edição final do programa que foi pra TV ou se realmente as apresentações tiveram esse clima de Karaokê. Mas era perceptível que quando os candidatos podiam apostar em uma versão acapela, o cenário era outro. Mas de modo geral, os 2 minutos dos participantes (por algum motivo deixados praticamente inteiros na edição) muitas vezes pareciam duas horas intermináveis.

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A única participante que conseguiu driblar todos estes problemas e me emocionar de alguma forma foi a Tamires Alves, que cantou Beyoncé de forma extremamente competente, a ponto de surpreender até mesmo o experiente Rick Bonadio.

Fora isso foi um show de horrores. Me surpreendi ao ver que na verdade o X Factor Brasil é co-produzido em parceria com o TNT e com a Fremantle. Pra ter uma ideia eu fui pro Youtube e revi diversos vídeos do programa produzido em outros países. A diferença na produção é gritante.

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Tanto, que fui pro Twitter pra ver o que o pessoal estava achando do programa. E o resultado foi uma infinidade de críticas.

Eu nunca pus muita fé em realities musicais no Brasil porque realmente era difícil encontrar algo interessante. Me lembro de ter gostado de uma edição do Ídolos ainda produzida pelo SBT no longínquo ano de 2006, depois disso eu nunca mais tinha visto nada legal, até a Globo aparecer com o The Voice.

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De alguma forma o que mais surpreendeu no The Voice foi o fato da produção focar em candidatos realmente talentosos. Não tinha aquela cota vergonha alheia pra manter a audiência pastelão. Com o The Voice a Globo bateu na mesa e provou que dá pra fazer um programa de calouros de forma séria e buscando talentos musicais de verdade.

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Até grupo Gospel apareceu pelo palco do X Factor.

É uma pena que até o momento o mesmo não tenha acontecido com o X Factor Brasil. Se de início minha principal preocupação seria com a generosidade dos jurados, ao fim eram tantos os problemas, que generosidade mesmo foi eles não terem levantado e ido embora.

Ainda tem muito programa pela frente, mas definitivamente há muito o que melhorar. O problema é que a essa altura do campeonato, com boa parte do programa já gravado, fica bem mais difícil.

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Com amor, GKPB. <3

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Matheus Ferreira

Matheus Ferreira, 25. Publicitário, fundador do @gPublicitario, ♓, amante de arte, música e tecnologia. Snap: ferreiramaath

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