O McDonald’s desenvolveu um canudo high-tech para tomar Milk-Shake

Por: Matheus Ferreira

Além de se preocupar com as receitas que vão em seu cardápio, o McDonald’s está sempre em busca de novidades que possam facilitar o consumo de seus produtos. E dessa vez a rede de fast food está investindo no desenvolvimento de um novo canudo que deve facilitar o consumo de Milk-Shakes.

O canudo apelidado de “STRAW” (abreviação para “Tubo de Sucção para Retirada Axial Inversa”, em inglês) foi desenvolvido para atender a uma novidade do McDonald’s lá fora: o “Chocolate Shamrock Shake”, uma mistura de shake de chocolate com o sabor de menta.

O STRAW traz um design diferente em forma de “J”, além de alguns furos a mais, o que permite que o canudo consiga sugar mais áreas do Milk-Shake ao mesmo tempo. Evitando que você precise ficar esperando que ele derreta um pouco para tomar. A novidade foi anunciada com pompa (e um pouco de humor) em um vídeo que, claramente, se inspira nos materiais promocionais da Apple. Assista:

De acordo com o McDonald’s, o canudo envolveu uma série de testes para se certificar de que ele funcionaria tão bem em seu primeiro gole, como no último.

Infelizmente a novidade faz mais parte de uma ação de Marketing, do que essencialmente de um novo direcionamento de produto. O STRAW será distribuído em alguns locais selecionados pelo McDonald’s nos EUA, sem previsão de entrada definitiva no estoque da companhia.

Com amor, GKPB. <3

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Abstract: Netflix lançará série documental sobre Design

Por: Igor Caetano

Dia 10 de fevereiro de 2017, Abstract – The art of design terá sua estréia. Ela é uma série documental sobre Design realizada pela Netflix, dirigida por Morgan Neville e produzida por Scott Dadich, editor da famosa revista americana Wired, referência em conteúdo sobre design, tecnologia e cultura.

A série tem como objetivo apresentar aos telespectadores os processos criativos do design moderno. Ela contará a história de 8 designers contemporâneos que são referência no mundo.

Segundo uma publicação do Casacor, os personagens escolhidos foram:

Foram escolhidos: Paula Scher, designer gráfica e primeira mulher a integrar o time do estúdio Pentagram; Christoph Niemann, ilustrador alemão com artes nos principais jornais e revistas do mundo; Platon, fotógrafo britânico conhecido por suas fotos de presidentes e outras celebridades; Tinker Hatfield, designer de tênis da Nike; Ralph Gilles, chefe de design da gigante Fiat Chrysler Automobiles.

Bjarke Ingels, arquiteto dinamarquês que comanda o renomado escritório BIG; Ilse Crawford, designer de interiores que ganhou o prêmio de Designer de 2016 pela Maison&Objet Paris; e Es Devlin, cenógrafa britânica que projetou a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos em Londres.

Com amor, GKPB. <3

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Polêmica McFlurry, Enxurrada no Paris 6 e novas embalagens Coca-Cola | GKPB Em Vídeo #108

Por: Matheus Ferreira

Nosso GKPB Em Vídeo #108 já está no ar e nessa semana nós falamos da polêmica do McFlurry Nhá Benta do McDonald’s que deixou os consumidores decepcionados por ser feito com Marshmallow Marvi ao invés de Kopenhagen. Falamos ainda do Paris 6 que teve uma cliente carregada pela enxurrada e se prontificou a recompensá-la com uma noite de estrela e do processo criativo das novas embalagens da Coca-Cola Brasil.

Quer ficar por dentro de tudo o que foi destaque nesta semana? Então vem com a gente e aperta o play! =D

Confira os posts que foram destaques no GKPB Em Vídeo #108:

  1. McDonald’s se posiciona sobre polêmica com “McFlurry Nhá Benta”;
  2. Paris 6 oferece &#8216;noite de estrela&#8217; a cliente carregada por enxurrada em SP
  3. O processo criativo das novas embalagens da Coca-Cola

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O processo criativo das novas embalagens da Coca-Cola

Por: Matheus Ferreira

A Coca-Cola acabou de anunciar oficialmente o novo design para suas embalagens que está sendo gradativamente adotado pela companhia ao redor do mundo. Mas como foi o processo criativo dessa nova comunicação? Quais fatores foram decisivos para chegar no conceito final apresentado?

Eu achei o novo design realmente encantador embora tenha ainda minhas ressalvas. Principalmente o fato de acreditar que a principal embalagem, que é a do “Sabor Original” destoa demais das outras por não trazer o elemento circular em sua composição. Ainda assim, é incrível o trabalho realizado pela companhia. Veja abaixo em detalhes.

Um trabalho global para um design global

(Crédito: Mirian Fichtner)

A Coca-Cola não abre exatamente quais agências participaram da criação da nova identidade [embora a brasileira Tátil tenha confirmado sua participação], mas o trabalho todo envolveu pelo menos 6 agências de diferentes países e foi coordenado por uma designer brasileira, a Cristiana Grether, diretora Global de Capacitação em Design na Coca-Cola e braço-direito do VP Global de Design James Sommerville.

Começando do começo

(Crédito: Cris Grether)

A premissa principal era simples e dramática: a necessidade de unificar a comunicação das embalagens ao redor do mundo todo.

A estratégia da marca não era a dúvida, afinal, a Coca-Cola já sabia bem até demais o que queria. Portanto, o problema a ser resolvido era como comunicar isso de forma eficiente e unificada nos mais variados tipos de embalagens?

“Todos foram para o computador trabalhar duro. O nosso problema não era a Estratégia de Marca Única, isso já estava definido. Nossa questão era como traduzir essa estratégia para o sistema de embalagens da Coca-Cola”.

Aliás, o fato de ser global envolvia ainda mais uma questão: como adaptar um layout compatível com os mais variados processos industriais e informações legais em cada um dos 207 países onde a nova embalagem iria circular?

Vermelho, muito vermelho

(Crédito: Cris Grether)

Um fato que surgiu rapidamente durante o processo de criação das novas embalagens é que a icônica cor vermelha da Coca-Cola seria uma das principais responsáveis por esta conexão entre as diferentes versões.

E isso não era apenas questão de capricho, mas algo muito claro: “A estratégia de Marca Única é para Coca-Cola, que é vermelha. Nossa estratégia tinha que privilegiar o vermelho e não preto, verde ou cinza. Primeiro problema resolvido, check.

Melhor legibilidade da marca

Outro problema encontrado nas latas da Coca-Cola era a utilização do logo na vertical, algo que dificultava a legibilidade da marca. No caso da Coca-Cola Zero então, era ainda pior, pois o logo aparecia em vermelho no fundo preto. O logo agora seria sempre branco e na horizontal.

O “dynamic ribbon”, aquela famosa “onda” da Coca-Cola também saiu de cena, pois apesar de ser um importante elemento não se encaixava muito bem ao formato das latas e ocupava um precioso espaço.

Mas e o consumidor, não ficará confuso?

Divulgação

A Coca-Cola acreditava que o consumidor era capaz de assimilar a mudança com rapidez e realmente foi. Durante um ano em que a nova comunicação foi testada na Espanha, apenas 16 ligações ao SAC eram sobre o novo design das embalagens.

A organização das novas embalagens, inclusive, acabou acarretando até em uma maior identificação das versões zero açúcar e com Stevia, por exemplo. Dados apresentados pela Coca-Cola comprovaram que em diversos países, o crescimento destas versões deu um salto após a implantação do novo design. Mesmo com as letras menores.

“Consumidores conseguem comprar shampoo em vez de condicionador com letras miúdas. Vão, é claro, reconhecer a Coca-Cola certa para o seu momento.”

No vídeo abaixo divulgado pela própria companhia em seu blog, a designer carioca explica um pouco sobre os problemas a serem resolvidos e as soluções encontradas durante o processo criativo da chamada “One Brand Strategy”. Veja:

“É gritante como ficou melhor, foi um ‘acordar’ muito bacana, de como o design pode ajudar nossas marcas e a nossa empresa. É quase quando você corta o cabelo e diz para si: ‘nossa, como eu fiquei tanto tempo com esse cabelo comprido?”.

Uma coisa curiosa sobre a Coca-Cola que tem me feito refletir muito sobre a empresa nos últimos dias é a capacidade que a companhia tem de assumir seus erros. No vídeo podemos ver como não há cerimônia nenhuma em dizer que o que era feito antes não estava bom.

Pouquíssimas companhias têm humildade para serem tão transparentes como a Coca-Cola. Assumir seus erros de comunicação estando no topo das maiores marcas do mundo é ainda mais nobre.

Veja este e outros destaques em nosso canal no YouTube:

Imagem de destaque: Cris Grether. Com informações de: Coca-Cola Journey.

Com amor, GKPB. <3

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Coca-Cola apresenta estratégia global de unificação no Brasil

Por: Matheus Ferreira

Em um evento que aconteceu hoje na cidade de São Paulo, a Coca-Cola anunciou oficialmente o lançamento da sua campanha que deve unificar o design das embalagens e a comunicação da companhia ao redor do mundo, como já falamos aqui.

Entre as novidades que pudemos conferir no evento, foi interessante ver como a companhia enxerga o cenário brasileiro com otimismo apesar do atual momento de incertezas econômicas que vivemos. Isso porque a empresa anunciou investimento recorde no Brasil que, hoje, é o 4º maior mercado consumidor da Coca-Cola no mundo.

Estiveram presentes à coletiva Marcos de Quinto, vice-presidente executivo global e líder global de marketing (CMO) da Coca-Cola Company, e Henrique Braun, novo presidente da Coca-Cola Brasil. – Divulgação.

A ideia central das novas embalagens é uma reformulação da maneira com que a Coca-Cola se comunica com seus consumidores. Se antes, a companhia tratava cada sabor como um produto visualmente diferente, agora a ideia é que o consumidor perceba que a única coisa que muda no produto é a quantidade de açúcar.

De acordo com a própria companhia, alguns consumidores que experimentaram os produtos com redução de açúcar já com a nova comunicação afirmaram que finalmente se sentiram consumindo uma Coca-Cola.

As novas embalagens já estão sendo distribuídas por todo Brasil e a campanha da companhia anunciando a nova comunicação estará por toda a parte já a partir de hoje.

Novo sabor para Coca-Cola zero açúcar

Além das novas embalagens, a Coca-Cola zero açúcar possui também uma nova fórmula. De acordo com a a Coca-Cola, nenhum ingrediente foi adicionado ou alterado, apenas com um novo equilíbrio de aromas, chegou-se a um sabor ainda mais atraente para as pessoas que desejam opções sem calorias.

Dentro da estratégia, está também o aumento da presença das opções – Coca-Cola regular, zero açúcar e com Stevia e 50% mais açúcares – nos pontos de venda: a empresa anunciou um incremento de 50% na distribuição das três versões em todo o país.

Com amor, GKPB. <3

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Revista se confunde e cria capa sobre mulheres com símbolo do sexo masculino

Por: Matheus Ferreira

2017 mal começou e o pessoal da revista Express, do Washington Post já cometeu uma das falhas mais grotescas que provavelmente iremos ver no Design neste ano. Isso porque ao realizar uma capa falando do poder feminino, a publicação utilizou uma imagem do símbolo grego de marte ♂, comumente utilizado para representar o sexo masculino.

Na capa era possível ver uma espécie de mosaico formado por diversas pessoas criando o símbolo. No centro a mensagem principal da revista: “O começo modesto de uma marcha maciça – Mais de 150 mil pessoas que apóiam os direitos das mulheres se inscreveram para um comício em Washington no dia seguinte à inauguração. Tudo começou com um post no Facebook.”.

A gafe foi tão absurda, que muitos leitores acreditaram que fosse mesmo a intenção da revista fazer uma brincadeira com o símbolo, praticamente querendo dizer que as mulheres estavam querendo status de homens, o que gerou ainda mais críticas.

Mas segundo a própria revista, tudo não passou de um erro mesmo. A imagem da capa deveria representar o símbolo de Vênus ♀, que representa o sexo feminino, não o ♂ como havia sido publicado. A mensagem veio acompanhada da imagem que deveria ter sido utilizada desde o início.

“Isto é como a capa deveria ter sido. Pedimos desculpas pelo erro”, afirmou a empresa.

Mesmo após a correção, diversos internautas continuaram com as críticas “Erros acontecem. Mas, o viés sistemático não é um erro. Faça certo: contratar ♀ Estamos qualificadas e estamos felizes em trabalhar (por um #SalárioEquivalente)”. disse uma internauta em resposta à publicação.

Ainda em referência à capa errada e ao atual momento de discussão de gênero nos EUA, uma outra internauta chegou a fazer uma ironia: “Pelo menos ela fornece a metáfora perfeita para a política de gênero dos EUA neste momento.” disse.

Com informações de: Fast Co Design.

Com amor, GKPB. <3

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O que rolou de melhor na 2ª edição do What Design Can Do em SP

Por: Matheus Ferreira

Na última semana aconteceu aqui em São Paulo a segunda edição do What Design Can Do. Um evento que nós já abordamos aqui a sua importância por simplesmente trazer o design para fora do conceito técnico que estamos acostumados e mostrar o impacto disso nas nossas vidas.

Durante os dois dias de evento, mais de 40 profissionais do mundo todo passaram pela FAAP para palestras, performances musicais, exibição de filmes oficinas e debates inspiradores sobre questões que dominam as discussões sociais da atualidade. E a gente vai contar pra você um pouco de tudo o que rolou por lá.

Primeiro dia

Aline Cavalcante – Foto: Sergio Caddah

O primeiro dia do What Design Can Do (13/12) começou com a palestra da cicloativista e empreendedora social Aline Cavalcante, que nos mostrou que o ativismo é fundamental para concretizar o sonho de um mundo mais sustentável e de criar cidades mais humanas.

A data também foi marcada pela voz doce e poderosa da cantora Xênia França, que se apresentou duas vezes ao longo do dia. Em sua segunda performance, ela vestiu um quimono assinado pela estilista senegalesa Selly Raby Kane – palestrante que encerrou as falas do dia 13, com uma fala sobre a sua curta (e já hypada) carreira, com looks que já chamaram a atenção até da cantora Beyoncé. Selly, que é um nome proeminente da cena alternativa de Dakar, também expôs à plateia um pouco sobre o olhar único do Senegal para o mundo da moda.

Xênia França – Foto: Sergio Caddah

Segundo dia

O responsável pela performance musical do segundo dia do What Design Can Do (14/12) foi o rapper Rico Dalasam, que animou o público com suas rimas sobre aceitação, fervo e luta.

Rico Dalasam – Foto: Sergio Caddah

Quem fechou a programação do segundo (e último) dia da conferência foi o publicitário, designer e curador de fotografias amadoras Erik Kessels. Em sua hilária apresentação, o público pôde conhecer um pouco mais sobre a aclamada butique criativa da qual é sócio-fundador, a KesselsKramer, e, principalmente, sobre seu último livro, “Failed It!”. A obra é uma celebração de erros e fracassos como verdadeiros impulsionadores da criatividade.

Erik Kessels – Foto: Sergio Caddah

Além das palestras do palco principal, o WDCDSP também ofereceu sessões especiais de aprofundamento incríveis. Os destaques foram as atividades sobre o combate à violência contra a mulher, que mostraram o potencial do design para ajudar a resolver problemas complexos. Foram duas sessões, que ocorreram nos dois dias do evento: uma que convidou o público a desconstruir comportamentos culturais e outra, cujo objetivo era gerar empatia profunda ao criar experiências para que os participantes pudessem vivenciar o que é a violência contra a mulher.

Atividades sobre o combate à violência contra a mulher – Foto: Sergio Caddah

Foram dois dias intensos, mas que passaram rápido demais. A conclusão que fica é a de que o design pode, sim, fazer muito pelo mundo – e as discussões sobre como usá-lo como ferramenta são sempre bem-vindas. E é por isso que estamos torcendo para que a próxima edição do WDCDSP seja logo confirmada.

Imagem de destaque: Sergio Caddah.

Com amor, GKPB. <3

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Apple lança livro “Designed by Apple in California” e preço chega a R$ 1.000

Por: Matheus Ferreira

A Apple está colocando à venda em sua loja virtual o seu livro de fotos “Designed by Apple in California”, que conta a história do design dos produtos da empresa ao longo destes 20 anos de história.

Como já era de se esperar, o livro é de um bom gosto típico da Apple: totalmente minimalista, com uma capa branca, com aplicação em baixo relevo do logo da maçã na capa e do nome do livro na lombada. Por dentro? Cerca de 450 fotos dos produtos, que vão do iMac de 1998 ao Apple Pencil, de 2015.

O preço? US$ 199 (R$ 685,00¹) pela versão menor com 10.20” x 12.75”; e US$ 299 (R$ 1030,00¹) pela versão maior, que tem 13” x 16.25”.

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Designed by Apple in California

“A idéia de realmente tentar fazer algo grande para a humanidade foi a motivação de Steve desde o início, e continua a ser o nosso ideal e nosso objetivo como a Apple olha para o futuro”, disse Jony Ive, diretor de design da Apple.

Mais do que uma homenagem ao incomparável Steve Jobs, o trabalho da Apple neste livro deixa claro que a companhia sabe exatamente onde é o seu lugar na história do design mundial. E mais uma vez prova que bom gosto tem seu preço. E seu público.

Depois de que lançaram um aromatizante com cheiro de Mac novo que esgotou nas primeiras horas de venda, eu já não espero mais nada da humanidade. Por este ponto de vista a aposta da Apple nem é tão inacreditável assim, mas de qualquer forma, pagar R$ 1.000 por um livro é um preço alto demais que apenas um público muito, muito específico estará disposto a pagar. E a ideia é essa mesmo.
livro-designed-by-apple-in-california-2 livro-designed-by-apple-in-california-31- O valor em reais é uma conversão direta de acordo com o preço do dólar no momento do fechamento deste post.

Com amor, GKPB. <3

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