O despertador da desigualdade da MTV alerta que as mulheres devem sair mais cedo do trabalho

Por: Colaboradores

A MTV se uniu com a agência Party New York para protestar de forma bem criativa a carga horária das mulheres no mercado de trabalho nos EUA. As mulheres ganham 79% do que os homens ganham no país, sendo assim, nada mais justo que elas trabalharem só 79% , quem vai mediar isso é o relógio “Clock Work 79%” que alerta o horário de fim do expediente, para elas 😉

A desigualdade em relação ao salário das mulheres comparado ao dos homens já é antiga, vem sendo pauta de diversos debates feministas e uma leva de protestos e manifestações calorosas ou simplistas, como essa.

Foram fabricados 400 relógios despertadores, que chegaram as mãos de mulheres de vários setores em diversos pontos do país, isso tudo para destacar o “Dia da Desigualdade Salarial”. Desde de 2014 a MTV já tem a patente do relógio que foi lançado para fóruns que discutiam desigualdade, preconceito racial e de gênero.

A criação teve um bom feedback nas redes sociais ganhando vários tweets das mulheres que receberam o despertador.

Unir criatividade com protesto foi a proposta da campanha, afinal de contas os 79% são apenas para mulheres americanas, as mulheres africanas e latinas chegam a ganhar menos, 55% e 60% respectivamente.

Por Pedro Ribas.

Com amor, GKPB. <3

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A MTV quer fazer uma pergunta antes de ir embora: “A televisão tem futuro?”

Por: Matheus Ferreira

A emissora como conhecemos está prestes a fechar as portas e o futuro de uma das marcas mais valiosas do mundo aqui no Brasil ainda é incerto. Só que a MTV é daquelas que tá indo embora, mas nem por isso para de cutucar. Essa é provavelmente uma das últimas vinhetas da MTV sob o comando da Editora Abril. E ela faz um questionamento claro e profundo: “A televisão tem futuro?”

Com uma temática que nos remete diretamente a junho de 2013, o comercial explora a repressão policial sobre alguns jovens com a cabeça de televisão que seriam os representantes da emissora. O que pode ser interpretado como uma certa crítica às repressões de acionistas e políticos para que a emissora deixasse de lado aquele tom ácido, que sempre foi sua marca registrada. E pra falar verdade, de uns tempos pra cá a emissora tinha ficado bem coxinha mesmo.

Veja o vídeo:

MTV- A Televisão tem futuro?? from Fred Ouro Preto on Vimeo.

Com amor, GKPB. <3

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O que esperar de “A Menina Sem Qualidades”?

Por: Colaboradores

No próximo dia 27, a MTV Brasil vai se aventurar mais uma vez no mundo das “microsséries”. A bola da vez é “A Menina Sem Qualidades”, adaptação do livro da escritora alemã Juli Zeh. A história gira em torno de Ana, a típica adolescente contemporânea: 16 anos, classe média, que nega o sistema, tem dificuldades em se relacionar com o mundo exterior e, por isso, se isola em seu infinito particular. Ela então conhece Alex, um rapaz de 18 anos que faz o tipo manipulador. E é nesse momento que a trama começa a se desenvolver, a partir das chantagens e dos “jogos de sedução” aos quais Alex submete Ana.

A direção fica por conta de ninguém menos que Felipe Hirsch, endeusado constantemente por seu trabalho em teatro. Hirsch tem um forte envolvimento com as artes em geral e é fundador da Sutil Companhia de Teatro, junto com o ator Guilherme Weber. Responsa!

Hirsch disse que a MTV deu total liberdade a ele e, assim, ele conseguiu colocar em prática o que tanto queria: adaptar um romance que já conhecia há tempos e ter a oportunidade de fazer um retrato da juventude atual, e não uma caricatura. Segundo ele, é só isso que se faz hoje em dia. Vale lembrar que, em “A Menina Sem Qualidades”, Felipe Hirsch fará sua estreia na teledramaturgia, o que nos deixa ansiosos. Não que ele não esteja por dentro do que acontece no “mundo filmado”. Ele já dirigiu um longa (Insolação, de 2009) não muito bem aceito, com uma grande parceira sua, Daniela Thomas. Daniela já dirigiu outro filme, junto com Walter Salles – o excelente Linha de Passe. Inserido no contexto televisivo-cinematográfico ele já está, resta saber no que vai dar a série, formato com o qual ainda não trabalhou.

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O trabalho de Felipe Hirsch vem em boa hora. A MTV é alvo de constantes boatos sobre sua estabilidade. Nos últimos tempos, já ouvi no mínimo três vezes que a emissora iria fechar, o que nunca acontece de fato. Não há como negar a queda na qualidade das atrações, o que ajudou a afastar a audiência, somado ao fato de que a internet simplesmente tomou de assalto os adolescentes que antes tinham como distração o canal que tanto entendia seus anseios. A proposta pode afastar também os ideais pretensiosos, como a série Descolados, exibida um tempo atrás. Não precisa de motivos para justificar o porquê de considerar a série pretensiosa. Reparem no nome. “A Menina Sem Qualidades” já começa bem porque é produto nacional e parece estar longe de ser, por exemplo, um Skins da vida (não que Skins seja ruim… mas convenhamos que se perde a partir da quarta temporada ou ainda antes disso).

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“A Menina Sem Qualidades” tem tudo pra dar um up geral na MTV. Seu viés artístico é inquestionável, tanto em relação a fatores técnicos – direção, direção de arte (o diretor de fotografia foi destaque na revista Variety), e atuações – quanto aos fatores de identificação que vão rolar com o público. Quem fará o papel de Ana é a atriz com o eterno jeito de outsider Bianca Comparato. Ela é, visualmente, uma jovem do nosso tempo. Zico Goes, diretor de programação da emissora, disse: “Nós vamos nos orgulhar para sempre”. Se a MTV ainda tiver fresca na memória o seu incrível know-how pra ditar tendências – vocês acham que os “coloridos” viraram aquela febre por causa de quem? -, a gente pode até voltar a reparar mais nos sinais vitais do canal e, quem sabe, arrumar um tempo pra assistir. Ainda que seja no YouTube, um dia depois, fazendo um streaming porco via conexão 3G, enquanto vamos para o serviço.

Com amor, GKPB. <3

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