Review: Quantum Sky

Por: Matheus Ferreira

No último dia 29 de agosto, a Quantum lançou seu mais recente smartphone topo de linha: o Quantum Sky. O smartphone foi anunciado pela companhia como um telefone competente para realizar as tarefas diárias de qualquer usuário, com diferenciais interessantes a um preço bastante competitivo.

Quando olhamos o Quantum Sky pela primeira vez, ele parecia realmente um dispositivo bastante promissor. Afinal, não é todo dia que você encontra um smartphone com 4GB de RAM e 64GB de armazenamento por R$ 1.350. Mas será que o aparelho realmente atende a todas as expectativas que depositamos sobre ele? É isso o que vamos responder neste review logo abaixo. Vem!

O que vem na caixa

Eu não conhecia a Quantum muito bem. Nunca tinha testado qualquer outro produto da companhia até receber um Quantum Sky para testes. Por este motivo a caixa me surpreendeu. Isso porque o aparelho traz já de fábrica uma película e uma capinha transparente para agradar a todos os gostos.

Quando disseram isso no evento para a imprensa, eu nem liguei; mas quando você abre a caixa do dispositivo e vê que já pode deixá-lo pronto para o uso desde o primeiro instante, você percebe a diferença que um cuidado como esse faz.

Além disso, o Quantum Sky traz todos os demais acessórios de qualquer outro smartphone: carregador, fone de ouvido, manual, termo de garantia e chave para remover o SIM Card.

Primeiras Impressões

A primeira coisa que vem à nossa cabeça quando pegamos o Quantum Sky nas mãos é que ele realmente recebeu um cuidado interessante da companhia. A traseira é uma peça de metal bem bonita, que lembra flagships que custam bem mais caro do que ele, como dispositivos da HTC e até mesmo o todo poderoso iPhone.

Design do aparelho

iPhone aliás foi o primeiro dispositivo que veio à minha cabeça quando observei o novo Quantum Sky. A semelhança com o dispositivo da Apple é grande e, vale ressaltar, eu acredito que isso é um ponto positivo. Afinal, a Apple é bastante cuidadosa na construção dos seus aparelhos.

O dispositivo é grande e discreto. A parte de trás é dividida pelas linhas que devem melhorar a recepção do sinal e traz ainda a câmera, o flash dual tone e o logo “Q” centralizados na parte superior. A parte da frente tem o necessário: câmera e flash frontais, alto falante, dois botões capacitivos que seguem funções padrões de voltar e visualizar apps abertos do Android e um botão físico central que funciona como botão de início e também guarda o sensor de impressão digital.

Os botões capacitivos, no entanto, deixaram a desejar por não trazerem nenhum tipo de retroiluminação, como podemos encontrar na maioria dos dispositivos que fazem o uso desta tecnologia, como os aparelhos da Samsung, por exemplo. No escuro fica bem difícil encontrá-los.

Além disso, a identificação dos botões apenas por discretos círculos dificulta a curva de aprendizado no início. Por diversas vezes eu acabava utilizando o botão de voltar quando queria exibir os apps abertos e vice-versa. Detalhes que, certamente teriam um impacto mínimo no custo final do Quantum Sky, mas que fariam uma boa diferença na experiência de usuário.

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Eu não gosto de telefones muito espalhafatosos, brilhantes, ou cheio de texturas e elementos de design na parte de trás. Neste quesito, acho o que a Quantum se saiu muito bem. Aliás, todos os componentes transmitem um aspecto mais premium que os demais produtos da marca que eu já tive oportunidade de ver antes de pegar no Quantum Sky.

O único ponto negativo no design do aparelho foi que a tela é sobressaltada do corpo de metal. Eu não sei muito bem como explicar isso sem uma imagem, mas de fato parece que faltou uma transição melhor do vidro para o metal. O problema desaparece quando você coloca a capinha, mas ainda assim acho que é algo que a companhia pode melhorar nas próximas versões.

Design da Interface

A Quantum sabe que em time que está ganhando não se mexe, e por isso não mexeu em quase nada do Android Nougat. Apenas alguns ícones foram personalizados para refletirem a experiência da marca. Ponto que não me agradou. Acho que o cuidado com o design dos ícones nada tem a ver com o requinte que encontramos no aparelho; uma pena.

Tela

Quando eu vejo um smartphone ao preço de R$ 1.350,00 eu já fico desesperado para ver como será a qualidade do display, porque eu sou bem chato com isso e a maioria dos fabricantes sacrificam a qualidade da tela para baixar o preço. A Quantum não fez isso. O Sky traz um display LCD de 5,5 polegadas com resolução Full HD (1080 x 1920 pixels) e 401 ppi.

Isso significa que a definição do dispositivo é mais do que suficiente para imagens incrivelmente nítidas. A tecnologia IPS traz um excelente ângulo de visão e deve agradar quem gosta de telas brilhantes. Eu prefiro telas contrastantes em O-LED, por este motivo achei o display mais “lavado” do que o normal. Embora eu ache que isso seja questão de costume, eu acredito que uma calibrada no display para um contraste um pouco maior, já ajudaria. O sistema, aliás, permite fazer isso manualmente. Mas eu não imagino que o consumidor comum se dará ao trabalho de encontrar este recurso.

Câmeras

As câmeras, sem dúvidas, são o calcanhar de Aquiles dos smartphones Android. Alguns fabricantes até conseguem bom resultados, mas eu de fato nunca tive uma experiência realmente boa com a câmera de um Android. O Quantum Sky não é o melhor telefone Android para fazer fotografias, mas ele entrega imagens de qualidade superior à maioria dos dispositivos da mesma faixa de preço.

A câmera traseira traz um sensor Sony de 13MP, o mesmo usado em aparelhos topo de linha como o LG G6. Já a câmera frontal traz um sensor Samsung de 16MP. A empresa diz ainda que realizou uma calibração do sensor para os padrões de cores brasileiros.

Além disso, o aplicativo de câmera do telefone traz alguns recursos bastante interessantes, como um modo embelezamento, que promete suavizar a pele e até mesmo afinar o rosto, modo panorâmico, time lapse e um modo profissional que deve agradar aos mais experientes com fotografia.

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Nós fizemos algumas fotos e eu não vou falar muito sobre elas, é melhor que você mesmo veja como ficaram.

Bateria

Se o problema do Android é a câmera, as baterias e o gerenciamento de energia dos dispositivos têm sido um grande diferencial dos aparelhos com o sistema do Google. Enquanto a bateria do iPhone 7 não chega a 2.000 mAh; o Quantum Sky traz mais que o dobro. São 4.010 mAh.

O resultado é um dispositivo que dispensa uma recarga no meio do dia e deve dar para dois dias de uso moderado. Nos meus testes, o aparelho resistiu bem durante um dia de uso intenso e chegou ao final do dia com bateria o suficiente para mais algumas horas de funcionamento sem precisar acionar qualquer economia de energia.

O Quantum Sky ainda traz o sistema PumpExpress, da MediaTek, que permite carregar 50% da bateria do smartphone em apenas 30 minutos com o carregador original que vem com o aparelho.

Leitor de impressões digitais

Falando do leitor de impressões digitais, a Quantum achou um meio termo entre a Samsung e a Motorola, criando um botão físico que pode ser utilizado apenas como sensor de impressões digitais mesmo com a tela desligada.

O recurso me deixou bastante contente, porque eu acho meio inútil utilizar o espaço frontal do telefone apenas para um leitor de impressões digitais, como faz a Motorola, e pouco prático a solução da Samsung de exigir que a tela esteja ativada para funcionar.

No Quantum Sky, se você quiser apenas desbloquear o aparelho, basta posicionar o seu dedo em cima do botão de início. Se estiver mexendo no sistema e quiser voltar para o início, basta pressioná-lo em qualquer tela do dispositivo. A solução dá um aproveito melhor para a tela e evita efeitos de burn in comum em androids com botões virtuais.

Fone de ouvido

O fone de ouvido presente no Quantum Sky vem com microfone e botão multifunção no fio, nada acima do normal, mas me surpreendeu pela qualidade dos graves; apesar de não ser tão bom com a definição dos médios.

Não foi o fone que eu usei na maioria do tempo em que fiquei com o dispositivo, mas é mais do que suficiente para a maioria dos usuários.

Outros recursos

O Quantum Sky traz ainda alguns outros recursos, como suporte a cartão MicroSD, suporte a dois chips, à rádio FM  e também um sensor infravermelho, que permite utilizar o Quantum Sky como controle remoto dos mais diferentes aparelhos, como televisores, conversores digitais, aparelhos de ar condicionados etc.

Pontos Positivos

  • Design bonito, discreto e com aspecto premium
  • Tela grande e nítida
  • Leitor de impressões digitais
  • Preço acessível
  • Android Nougat sem muitas modificações
  • Câmera de boa qualidade
  • 64GB de armazenamento
  • 4GB de memória RAM
  • Bateria que dura o dia todo
  • Capa e Película de brinde

Pontos Negativos

  • Ausência de retroiluminação nos botões de voltar e visualizar apps abertos
  • Tela um pouco lavada
  • Ícones da interface deixam a desejar
  • Vidro sobressaltado
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Onde encontrar

O Quantum Sky pode ser comprado diretamente no site da Quantum pelo valor de R$ 1.350,00 à vista no boleto ou em 1x no cartão de crédito, ou ainda por R$ 1.499,00 em até 10 vezes.

Considerações Finais

Eu fiquei muito orgulhoso em perceber o esforço de todo o time da Quantum em conseguir criar produtos realmente inovadores e de qualidade a um preço acessível. Além disso, o fato de termos um player brasileiro disputando nosso mercado com gigantes internacionais, acho que vale pelo menos uma atenção maior. Foi isso o que eu fiz quando recebi o convite da marca para conhecer o Quantum Sky e eu me surpreendi positivamente.

O dispositivo deve atender perfeitamente aos usuários que querem um aparelho com boa capacidade de armazenamento, rápido para executar tarefas do dia-a-dia e com uma câmera suficientemente boa para selfies e fotos que serão postadas nas redes sociais.

Eu acredito que o maior desafio da Quantum não é mais provar que faz dispositivos de qualidade, porque isso já ficou mais do que claro, mas sim conseguir deixar a sua marca tão forte quanto os demais nomes que já estão neste mercado há anos, com uma quantia muito, mas muito maior, de verba investida em comunicação.

O desafio é grande, mas eu não tenho dúvida de que a companhia tem um potencial ainda maior para conseguir vencê-los.

Especificações Técnicas

Sistema operacional
Android 7.0
CPU
MediaTek Helio P10 (MT6755), Octa-Core 2 GHz
GPU
Mali-T860MP2 a 700 MHz
Tela
5,5″ LCD IPS com resolução Full HD (1080 x 1920 pixels), 401 ppi.
Memória RAM
4GB
Câmera Traseira
Sensor de 13MP com Flash, lente f/2.0 (sensor Sony IMX 258)
Câmera Frontal
Sensor de 16MP com Flash, lente f/2.0 (sensor Samsung S5K3P3)
Armazenamento
64 GB *A memória disponível para o consumidor é menor e varia conforme versão do sistema operacional, aplicativos e/ou outros fatores.
SIM Cards
Dual SIM (Micro SIM no Slot 1, Nano SIM no Slot 2)
Micro SD
Até 256GB, compartilha o Slot 2
Interface USB
Conector Micro USB 2.0 Suporta USB On-The-Go (OTG)
Wireless
Compatível com redes Wi-Fi nos padrões 802.11b/g/n
Bluetooth
4.0, suporta Bluetooth LE
Sensores adicionais
Leitor de impressões digitais *Integrado com o botão Home, Giroscópio, Magnetômetro, Bússola
Frequências suportadas
2G: 850MHz/1800MHz/1900MHz 3G: 850MHz/1900MHz/2100MHz 4G: 850MHz/1900MHz/2100MHz/1700MHz/1800MHz/ 2600MHz/700MHz
Rádio FM
Sim
Sistemas de Localização
GPS, A-GPS, GLONASS, Beidou
Bateria
Lítio-Polímero de 4.010 mAh
Tempo de Recarga
1h 55m *Considerando o uso do carregador rápido e cabos originais inclusos na embalagem, com o smartphone em repouso. Acessórios de terceiros ou o uso do aparelho durante a recarga podem aumentar este tempo.
Autonomia da Bateria
Chamada (3G): aprox. 30h Navegação na internet (Wi-Fi): aprox. 11h Video streaming (Wi-Fi): aprox. 11h *Resultados obtidos sob condições controladas em testes de laboratório. Seus resultados podem variar de acordo com configurações e modo de uso do aparelho.
Cores
Cinza e Dourado
Dimensões
154,5 x 76,5 x 8,3 mm
Peso
182 gramas
Com amor, GKPB. <3

Publicado por

Matheus Ferreira

Matheus Ferreira, 26. Publicitário e fundador do Geek Publicitário. Falo sobre Publicidade, TV, Design e Tecnologia.

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