Em um momento em que a mídia impressa respira por aparelhos e o investimento na produção de conteúdo no digital aumenta fortemente, a maioria dos sites que vivem de anúncios têm adotado técnicas cada vez mais agressivas e intrusivas para gerar mais cliques e, consequentemente, mais receita em suas páginas.

A situação está bastante complicada, pois até mesmo grandes e respeitados veículos partiram para um tudo ou nada na hora de exibir anúncios, criando algumas experiências bem ruins. Mas o Google quer utilizar a supremacia do Chrome para ajudar a resolver esta situação. A partir do último dia 15 o navegador mais utilizado no mundo vai começar a bloquear anúncios que forem considerados intrusivos.

Quais anúncios serão bloqueados pelo Google Chrome?

Um anúncio pode ser intrusivo para um usuário e não para outro, certo? Sim. Mas justamente para isso, a companhia deve seguir os padrões da Coalition for Better Ads (Aliança para Anúncios Melhores), que estabelece algumas regras que definem o que é ou não um anúncio ruim. Veja na imagem abaixo os tipos de anúncios que não deverão mais ser utilizados, ou correrão o risco de serem bloqueados pelo Chrome.

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No desktop as regras são um pouco mais brandas: popups (com ou sem contagem regressiva para fechar), anúncios em vídeo com autoplay e som ativo, anúncios entre páginas com contagem regressiva para acessar a próxima página e grandes anúncios fixos na tela.

Já no mobile, os padrões são um pouco mais rígidos: anúncios popup (com ou sem contagem regressiva para fechar), anúncios entre páginas (com ou sem contagem regressiva para acessar a próxima página), anúncios com uma densidade maior que 30% da área de visualização, anúncios com animações chamativas, anúncios em vídeo com autoplay e som ativo, anúncio rolável em tela cheia, e grandes anúncios fixos na tela.

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A notícia da adoção de um adblock tem incomodado grandes players do universo do digital. De acordo com alguns criadores de conteúdo, a mudança deverá refletir em um impacto significativo na monetização dos sites. Inclusive dos usuários do AdSense, o serviço de anúncios oferecido pelo próprio Google. Apesar disso, a companhia acredita que é o melhor a ser feito no momento.

O usuário ainda estará apto a desabilitar o bloqueio, para voltar a ver anúncios, mas se você conhecer alguém que realmente se sinta a vontade em fazer isso, por favor me avise, porque essa pessoa precisará ser estudada.

Os produtores de conteúdo poderão checar dentro do Google Web Tools se seu site possui algum anúncio fora dos padrões e então terão o prazo máximo de 30 dias para realizarem uma alteração antes de serem bloqueados. O que significa que a probabilidade de os usuários efetivamente verem um conteúdo bloqueado deve diminuir, visto que a maioria dos produtores de conteúdo deverão realizar as alterações para andarem na linha.

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Com amor, GKPB <3

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