Recentemente publicamos aqui no Geek Publicitário a respeito da nova identidade visual da Embratur que gerou bastante polêmica na internet e se você achou que já era o bastante, bom, achou errado! Uma fonte com direitos autorais foi utilizada na criação e os responsáveis prometeram alterar o que foi feito.

O dono dos direitos autorais da fonte utilizada é o designer francês chamado Benoît Sjöholm, que acusou prontamente a Embratur pelo uso de sua fonte tipográfica, que possui o nome de “Fontastique” e está disponível para aquisição apenas para uso de pessoa física, com uso comercial proibido sem autorização do criador. “Estou muito surpreso com essa notícia. Isto é, de fato, uma violação de direitos autorais”, disse Benoît.

Esse aviso se encontra exatamente desta forma no site Dafont.

Quando perguntada pela equipe do portal G1, a Embratur admitiu ter utilizado essa fonte em questão e afirmou que fará alterações na marca, ainda buscando por uma fonte gratuita em uma medida “econômica”.

Além disso, a nova marca também chamou atenção do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), que inclusive também pediu a retirada da campanha afirmando que não participou do planejamento da campanha, que o “z” em “Brasil” não respeita nossos símbolos e alegando que a nova marca tem “conotação sexual” e “não representa o turismo do Brasil”.

“O slogan, como foi apresentado, sugere conotação sexual já que, na língua inglesa, o verbo amar pode significar um ato sexual se vier junto com o pronome errado, como no caso dessa marca que usa o pronome ‘us’ e não o ‘it'”, defende a Fornatur.

Em resposta, a Embratur reforçou que manterá o layout atual no logo, defendendo que o foco do símbolo é a bandeira do Brasil. Sobre as alegações de conotação sexual a Embratur diz que “não há sentido em fazer essa ligação [sexual]” e complementa que “o governo brasileiro não reconhece a expressão ‘turismo sexual’ e reforça que a exploração sexual não é turismo, é crime”.