O combate contra as fake news tem crescido cada vez mais desde as eleições do ano passado e todos estão na expectativa de reduzir ao máximo essas desinformações para as próximas eleições. Ontem (30) o CEO do Twitter, Jack Dorsey, anunciou o fim da publicidade política na plataforma.

Ao fim da tarde de ontem, Jack Dorsey publicou em sua página no Twitter uma longa thread onde explica o porquê da equipe ter tomado tal decisão. Ainda segundo o CEO: “Decidimos interromper toda a publicidade política no Twitter globalmente. Acreditamos que o alcance da mensagem política deve ser conquistado, e não comprado”. Confira o tweet abaixo:

De acordo com a explicação nos tweets, a nova regra entra em vigor dia 22 de novembro e a proibição inclui anúncios de candidatos e qualquer tipo de publicidade política.

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Em contrapartida, o Facebook já havia se pronunciado a respeito, dizendo que não iria deletar posts de políticos mesmo que regras da plataformas fossem quebradas. Segundo Nick Clegg, porta-voz sênior do Facebook, disse que isso implica na liberdade de expressão de seus usuários.

“Liberdade de expressão é um princípio absolutamente fundamental para o Facebook” afirmou Clegg no evento; “Desde o início, dar voz às pessoas para se expressarem tem sido o coração de tudo que fazemos. Nós somos campeões da liberdade de expressão e defendemos isso diante daqueles que querem restringir essa liberdade. Censurar ou sufocar o discurso político estaria em desacordo com nossos princípios”.

Jack Dorsey conclui o ponto de vista do Twitter afirmando que não se trata de liberdade de expressão, para o CEO “Trata-se de pagar pelo alcance. E pagar para aumentar o alcance do discurso político tem ramificações significativas com as quais a infraestrutura democrática de hoje pode não estar preparada para lidar. Vale a pena dar um passo atrás para resolver”.