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    iFood diz defender entregadores na TV enquanto briga contra eles na justiça

    Enquanto o iFood aproveita crise do Coronavírus para divulgar ações em apoio aos entregadores e pequenos comerciantes, dia-a-dia da empresa é bem diferente.

    Em meio à pandemia de Coronavírus o Delivery é um dos poucos negócios que ainda não foram muito afetados. E como única opção disponível para muitas empresas da área alimentícia, a companhia tem aproveitado a oportunidade de crescer com campanhas publicitárias que visam, não só gerar interesse de compra, como também melhorar sua imagem institucional com ações para entregadores e pequenos empresários.

    Seria bem interessante, se o iFood não fosse justamente uma das empresas mais criticadas justamente pelos entregadores e pequenos empresários que estão sujeitos às regras do app para conseguirem levar dinheiro para casa.

    iFood vs Entregadores

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    Recentemente o iFood conseguiu na justiça a decisão de que não há vínculo empregatício com seus entregadores. Ou seja, a empresa que tem como principal ativo a mão de obra dos entregadores, ficaria absolvida de pagar a eles os encargos de funcionários. Seria minimamente compreensível se a empresa ficasse quieta, mas seu CFO Diego Barreto fez questão de compartilhar a decisão como uma vitória em seu LinkedIn. O resultado foi uma enorme quantidade de comentários negativos de pessoas solidarizadas com os entregadores.

    Ainda hoje o The Intercept publicou um vídeo com o relato do abandono dos apps de entrega diante da pandemia. Veja:

    Uma estratégia que leva diversos pequenos estabelecimentoas à falência

    Já em relação aos pequenos comerciantes, uma matéria impecável da BBC News Brasil escancarou os efeitos do negócio do iFood dentro dos restaurantes menores. Pedidos deixando de aparecer de uma hora para outra, seja por conta de mudanças no ranquemento da plataforma, do serviço “Loop” com pratos a R$ 10 e entregas grátis, ou por conta de promoções como “compre um, ganhe outro” que acabam com as margens de lucro. O resultado? Diversos deles foram à falência.

    Fica difícil entender a mensagem do iFood e soa como pura demagogia o trabalho feito na TV dizendo estar comprometida com entregadores e pequenos comerciantes, enquanto segue fazendo de tudo para maximizar lucros doa a quem doer.

    Confira o comercial que está sendo veiculado na TV e nos canais do iFood:

    Atualizado em 24/03/2020 – às 18h01 – O iFood entrou em contato com o Geek Publicitário e enviou um posicionamento oficial da empresa, ao qual reproduzimos na íntegra abaixo.

    POSICIONAMENTO IFOOD – 24/03

    O iFood, como líder do setor, entende seu importante papel neste momento de pandemia e tomou uma série de medidas para garantir a segurança de todo o seu ecossistema e medidas preventivas contra o COVID-19. A empresa está realizando comunicações educacionais e outras iniciativas para entregadores, restaurantes, colaboradores e consumidores. 

    Entregadores

    Para os entregadores parceiros independentes, o iFood criou um fundo solidário no valor de R$ 1 milhão para dar suporte àqueles que necessitem permanecer em quarentena. A orientação ao entregador que tenha suspeita ou confirmação do COVID-19 é que siga todas as recomendações de saúde transmitida pelos órgãos públicos (também compartilhada pelos canais específicos de comunicação do iFood com o entregador) e, assim que possível, comunique a empresa do pelos canais de atendimento. 

    O entregador receberá do fundo solidário um valor baseado na média dos seus repasses nos últimos 30 dias, proporcional aos 14 dias de quarentena. É importante ressaltar que o canal de contato entre os entregadores e a plataforma é via chat do app, ferramenta rápida e efetiva de comunicação entre o iFood e seus parceiros que permite a comunicação em tempo real.

    Restaurantes

     O iFood dedicou-se ainda a buscar soluções que amenizem os impactos econômicos e sociais do COVID-19 para os restaurantes cadastrados em sua plataforma. Para que isso aconteça, a foodtech anuncia três grandes ações que passam a valer a partir do dia 02 de abril.

    A primeira ação visa o Maior lucro por pedido para o restaurante. O iFood irá destinar R$50 milhões de sua receita na forma de um fundo de assistência a restaurantes, com foco especial nos pequenos estabelecimentos locais.

    A empresa irá antecipar os recebimentos dos restaurantes, sem custo adicional, para melhorar fluxo de caixa desses estabelecimentos. Dessa forma, todo restaurante que optar por fazer parte dessa iniciativa, receberá seu pagamento em 7 dias após a venda nos meses de abril e maio. Com isso, a expectativa é injetar até R$600 milhões no mercado brasileiro.

    De acordo com orientações de distanciamento social e outras determinações dos órgãos públicos, a previsão é que nos próximos dias muitos restaurantes tenham que fechar seus salões ou que sintam diminuição considerável no número de clientes que frequentam seus estabelecimentos. Por isso, todo o valor arrecadado pelo iFood em taxas do serviço ‘Pra Retirar’ (no qual os usuários fazem o pedido via app e retiram diretamente no restaurante) será devolvido integralmente aos restaurantes parceiros.

    Além de receber de volta o valor do serviço, os restaurantes permanecem ainda como ponto de retirada de pedidos, o que mantém viva a atividade principal: o salão. Atualmente, o recurso ‘Pra Retirar’ está presente em cerca de 120 mil restaurantes localizados em mais de mil cidades em todo o país. Os detalhes de todas as medidas serão apresentados pela empresa na próxima quarta-feira, 25 de março. 

    Colaboradores

    Seguindo o protocolo da Secretaria de Saúde, o iFood adotou algumas medidas para garantir o bem-estar e saúde dos funcionários. Desde o dia 13/03, iniciou-se revezamento de colaboradores nas nossas sedes e a partir desta segunda-feira, 16/03, adotou-se um modelo de home office total para todos os nossos escritórios. Reuniões internas e com fornecedores deverão ser realizadas por videoconferências. Todas os eventos presenciais, assim como viagens nacionais e internacionais, estão suspensas.

    Desde o início da pandemia, a empresa também disponibilizou álcool gel para todos os colaboradores e alterou a rotina de desinfecção de maçanetas, superfícies de contato e locais de alta circulação, aumentando a frequência de higienização.

    Consumidores

    Os clientes agora podem optar por receber uma “Entrega sem Contato”. Com essa solução, o entregador será avisado quando chegar no local de entrega e, junto ao complemento do endereço, verá todos os direcionamentos necessários para concluir a entrega sem contato físico com o cliente final. O chat entre entregadores e consumidores, já disponível anteriormente, pode ser utilizado ainda como ferramenta para combinar detalhes das entregas, passando a permitir o envio de fotos para facilitar a comunicação.

    A opção pela ‘Entrega sem Contato’ também será comunicada aos restaurantes. A medida preventiva tem como objetivo proteger a saúde dos clientes da plataforma e parceiros de entrega em um momento onde a sociedade é orientada a evitar o contato pessoal.

    Também como uma opção de entrega, desde 2018 o iFood já conta com uma solução que diminui o contato entre consumidores e entregadores. O iFood Box foi desenvolvido para armazenar pedidos pagos online em armários com isolamento térmico, até que os consumidores possam buscá-los, quando considerarem mais conveniente. Eles estão instalados em pontos de grande movimentação, como condomínios residenciais e corporativos, em locais como São Paulo, Osasco, Campinas, Curitiba, Rio de Janeiro e interior de São Paulo. Esses armários já têm uma rotina de higienização frequente e, ao longo do mês de março, novos iFood Box serão instalados em endereços com grande circulação de pessoas. As equipes da foodtech estão comprometidas em continuar inovando com tecnologia no ecossistema de alimentação e também para buscar soluções específicas para contribuir com a população neste momento.

    Os diversos materiais educacionais sobre a doença enviados aos consumidores seguem recomendações do Ministério da Saúde, consultorias especializadas e hospitais com informações sobre o vírus, seus sintomas e formas de prevenção. Para entregadores e restaurantes parceiros, também enviou comunicados informativos, reforçando boas práticas e medidas preventivas. Importante lembrar que de acordo com autoridades globais, não há relatos de que o COVID-19 possa ser transmitido por alimentos. 

    A empresa entende que ainda é prematuro para dimensionar o impacto do COVID-19 no mercado de food delivery brasileiro. O iFood possui flexibilidade para ajustar rapidamente suas operações de acordo com as necessidades do mercado, e está em constante contato com as autoridades, inclusive sobre este tema. 

    O iFood reforça que continuará acompanhando os desdobramentos do COVID-19 a fim de manter a segurança de nosso negócio pensando no bem-estar dos colaboradores e parceiros de negócio e reforça que suas operações seguem normalmente.

    iFood

    Com amor, GKPB. <3

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    Matheus Ferreira

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    Tom Oliveira

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